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Dos ulmeiros

foi quando a estação entrou quando disse que sim
por entre as ruas desirmanadas onde
os polegares equilibram piões e cotovias e as tábuas baloiçam
um tempo de construção um socalco semeado
quando a água escasseou e virámos a estibordo
a conversa de encostar à parede
um encontro noutro dia frente a um cais
ou a esse canteiro
pendendo horas vagas de uma janela
espreita uma velha de monóculo
sobre as crianças?
amassam barro – junto as raízes dos ulmeiros
era assim que queria chamar essas árvores
como contava uma história – chamava por ti
é como beijar-te e sofrer um navio
ou pelo menos assim o entendo
o acaso de te encontrar antes do nome desta rua

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