um homem desce a estrada com os seus cães vadios sabe que a sua vida é completa assim quando o fim de tarde levanta as árvores inclinadas no ar e no ladrar há liberdade, bicicletas e mãos a apertarem-nos peito a peito e diz ao amigo como é bom fazer o caminho ao seu lado sem carpideiras atrás e falar das coisas simples da vida como se escrevesse ininterruptamente ao ritmo da fala e tivesse um tambor na garganta onde um a um tocassem momentos felizes trazidos pela brisa ou memórias por inventar num futuro próximo ou não os amores, as despedidas também mas as noites em campo com lama na cara a guitarra um homem desce essa estrada não vai só jamais até ser parado no posto de controlo frente ao inquestionável absoluto à mão cerrada que cede a uma dor da idade ainda por descobrir e é ilegal continuar a descer esta estrada quando descobre o que navega num gemido encostado a uma parede como uma cobra só, um destroço um homem desce a estrada ouvindo o amigo e brinca com a sua matilha a um espa...