há este ponto a partir do qual a floresta é impenetrável
de risos, troça e um avesso de roupas que não se arruma
eu lanço os meus braços sobre a cor e trago de volta
uma sensação húmida e a boca seca como se fosse porcelana
e os pedaços que recordo de um gesto amigo
têm subitamente várias encruzilhadas como um quarto
demasiado silencioso
há um banco, este, onde me sento, que lembra vagamente
uma vida transportada em navios
uma viagem à lua e as mãos dadas no tempo quente
e isso é uma taça que se enche duas vezes da sua medida
e os olhos ardem e as mãos contraem-se
para que a tua sombra se mova e se sente também aqui
onde é azul mas falta o cheiro do tijolo e a cal na pele queimada
os vestidos negros onde se vê a porta de uma alma
ou talvez de mais a murmurar: vem
quando pararmos, por fim, sente na respiração um martelo
por dentro a empurrar uma plaina ansiosa
e as imagens que se esborratam como uma aguarela de café até serem
o cheiro da madeira molhada
e um quadro que se cobre de terra
para finalmente nascer e se ferir de setas, garfos e palavras sem sentido
amor eterno de um verão
no momento em que consentes que estas nuvens se aproximem
vem uma bicicleta e alguém que se apeia a medo
sirenes, carros e movimento dos olhos que se descobrem afinal
debaixo de chávenas de chá verde por terminar
onde há as nuvens sentem-se os fios de uma armação em curso
uma corrente que nos trazia aqui
e o frio, esse homem de gabardine gasta e molas na cara, a falar correctamente
como se o vento deixasse imóveis
as faias
à medida que as nuvens chegam não há mais permissões a conceder
descobres-te e deixas-te como pertença de um sentimento vago
que te puxa o corpo sobre a mesa que alguém construiu para sobre ela beberes a cerveja,
comeres e escreveres cartas
ou correntemente coleccionares reflexos avulsos que te chegam da rua
fumo e pássaros miúdos
essa força não te rouba mais que este instante
é a tua consciência que reside na fímbria e que se revela à despedida
o teu encontro é agora um momento antecipado demais
noutra praça qualquer
chegarás a tempo? és constantemente atravessado
por bailarinos e vedações sobrepostas
de que não te lembraste e que te fazem invejar a sorte
das rãs e dos habitantes de um outro mundo secreto
de risos, troça e um avesso de roupas que não se arruma
eu lanço os meus braços sobre a cor e trago de volta
uma sensação húmida e a boca seca como se fosse porcelana
e os pedaços que recordo de um gesto amigo
têm subitamente várias encruzilhadas como um quarto
demasiado silencioso
há um banco, este, onde me sento, que lembra vagamente
uma vida transportada em navios
uma viagem à lua e as mãos dadas no tempo quente
e isso é uma taça que se enche duas vezes da sua medida
e os olhos ardem e as mãos contraem-se
para que a tua sombra se mova e se sente também aqui
onde é azul mas falta o cheiro do tijolo e a cal na pele queimada
os vestidos negros onde se vê a porta de uma alma
ou talvez de mais a murmurar: vem
quando pararmos, por fim, sente na respiração um martelo
por dentro a empurrar uma plaina ansiosa
e as imagens que se esborratam como uma aguarela de café até serem
o cheiro da madeira molhada
e um quadro que se cobre de terra
para finalmente nascer e se ferir de setas, garfos e palavras sem sentido
amor eterno de um verão
no momento em que consentes que estas nuvens se aproximem
vem uma bicicleta e alguém que se apeia a medo
sirenes, carros e movimento dos olhos que se descobrem afinal
debaixo de chávenas de chá verde por terminar
onde há as nuvens sentem-se os fios de uma armação em curso
uma corrente que nos trazia aqui
e o frio, esse homem de gabardine gasta e molas na cara, a falar correctamente
como se o vento deixasse imóveis
as faias
à medida que as nuvens chegam não há mais permissões a conceder
descobres-te e deixas-te como pertença de um sentimento vago
que te puxa o corpo sobre a mesa que alguém construiu para sobre ela beberes a cerveja,
comeres e escreveres cartas
ou correntemente coleccionares reflexos avulsos que te chegam da rua
fumo e pássaros miúdos
essa força não te rouba mais que este instante
é a tua consciência que reside na fímbria e que se revela à despedida
o teu encontro é agora um momento antecipado demais
noutra praça qualquer
chegarás a tempo? és constantemente atravessado
por bailarinos e vedações sobrepostas
de que não te lembraste e que te fazem invejar a sorte
das rãs e dos habitantes de um outro mundo secreto
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