há este ponto a partir do qual a floresta é impenetrável de risos, troça e um avesso de roupas que não se arruma eu lanço os meus braços sobre a cor e trago de volta uma sensação húmida e a boca seca como se fosse porcelana e os pedaços que recordo de um gesto amigo têm subitamente várias encruzilhadas como um quarto demasiado silencioso há um banco, este, onde me sento, que lembra vagamente uma vida transportada em navios uma viagem à lua e as mãos dadas no tempo quente e isso é uma taça que se enche duas vezes da sua medida e os olhos ardem e as mãos contraem-se para que a tua sombra se mova e se sente também aqui onde é azul mas falta o cheiro do tijolo e a cal na pele queimada os vestidos negros onde se vê a porta de uma alma ou talvez de mais a murmurar: vem quando pararmos, por fim, sente na respiração um martelo por dentro a empurrar uma plaina ansiosa e as imagens que se esborratam como uma aguarela de café até serem o cheiro da madeira molhada e um quadro que se cobre de terra...